terça-feira, 14 de julho de 2009

UM SENSO DO SAGRADO




UM DESAFIO PARA JOVENS ADULTOS
Elder Earl C. Tingey
Da Presidência dos Sententa
Serão do SEI para Jovens Adultos – 02 de Maio de 2004 – Instituto de Ogden, Utah

Meus queridos amigos e membros da Igreja, quão honrado e felicitado eu estou ao estar com vocês nesta noite neste Serão do SEI para jovens adultos. Nos reunimos esta noite neste belo instituto de religião aqui em Ogden, Utah. Com os olhos de minha mente eu os vejo em centenas de capelas e institutos pela América do Norte e em muitas partes do mundo. Eu os vejo sentados junto a seus amigos e esposas – para os que são casados, ansiosos por saber o que o Senhor poderá falar, através de mim, a vocês.
Eu os cumprimento pela fé e realizações. Nunca tivemos um grupo tão fascinante de jovens adultos na Igreja como o que temos atualmente. Nós os amamos. Nós confiamos em vocês. Sabemos que vocês são os futuros líderes da Igreja.
Eu os vejo como alunos. Muitos trabalham. A muitos de vocês eu vejo como adultos solteiros. Outros são casados. Ao sentarem-se juntos esta noite, ponham de lado os cuidados e preocupações do mundo. Ouçam com o coração e mente abertos de forma que possam receber respostas às suas orações. Escutem com fé de forma a saber a vontade do Senhor ao vosso respeito.
Trago a vocês o amor e saudações dos irmãos do Quórum. Eu tenho a honra e privilégio de associar-me frequentemente e intimamente com os membros da Primeira Presidência e do Quórum dos Doze Apóstolos, bem como outras Autoridades Gerais. Assisto muitas reuniões onde conselhos que afetam todos os membros da Igreja são dados. Em todas elas, orações são proferidas. O grupo que mais ora na Igreja são, creio eu, os missionários. Em seguida vocês. Raramente um oração é proferida sem que um pedido de bênção e lembrança aos jovens adultos da Igreja seja mencionado.
Tenho orado e jejuado por vocês nesta noite para que minhas palavras possam ser úteis. Por meio de fé e oração, tenho buscado inspiração para que talvez alguém nesta vasta sala possa receber uma resposta para suas orações pessoais. Se isso acontecer, meu esforço terá sido bem sucedido.
Vocês vivem num tempo promissor. Nunca houve na história do mundo uma época com tantas oportunidades para escolhas e sucesso. Com o sucesso vem a chance do fracasso. Vocês sabem disso.
Vocês vivem numa época em que a Igreja está crescendo e se desenvolvendo numa religião mundialmente conhecida e respeitada. Em quase qualquer país onde possam viajar, encontrarão fervorosos Santos dos Últimos Dias. Encontrarão estacas e alas bem estabelecidas e fortes bem como distritos e ramos humildes. Sob a direção e liderança inspirada do Presidente Gordon B. Hinckley, 118 templos em funcionamento marcam a terra. Aonde forem com um recomendação do templo, terão o privilégio de participar no trabalho do templo.

SEJAM ATIVOS NA IGREJA

Nesta noite tenho três mensagens para vocês. Primeiro, seja um membro ativo da Igreja de Jesus Cristo dos Santos dos Últimos Dias.
Há mais de 850.000 jovens adultos que são membros da Igreja entre a idade de 18 a 30 anos somente na América do Norte. Vocês são 15 porcento do total de membros da Igreja na América do Norte. O número aumenta para mais de um milhão se considerarmos outros tantos espalhados em outras partes do mundo. Também pensamos nos muitos jovens adultos que estão agora casados e com famílias.
Os irmãos da Presidência ficam tristes e preocupados quando perdemos o contato com os jovens adultos da Igreja. Não sabemos onde muitos de vocês vivem. Não temos seu endereço mais atual. Não podemos manter contato com vocês para convidá-los a aceitar chamados na Igreja, a partilhar das bênçãos de ser membro da Igreja, e ser um membro participativo.
Sabemos que muitos de vocês serviram missões maravilhosas e bem sucedidas pela Igreja. Vocês se distinguiram na maneira mais admirável de todas por declararem o evangelho de Jesus Cristo aos povos do mundo. Agora, estão em casa, reintegrando-se em vários afazeres educacionais, profissionais e familiares.
Sabemos que vivem numa sociedade que se move depressa. Vocês mudam muito. Mudam de endereço e telefones. Vocês são difíceis de se localizar. A medida que vão conseguindo firmar-se na asseguração de uma educação de qualidade, começarem a trabalhar e planejar para o casamento, deveriam ter sempre em mente a sua atividade na Igreja.
Eu sei que hoje a noite, ao falar para vocês, estarei “pregando para o coral”. Muitos dos que precisam ouvir minhas palavras não estão aqui. Posso desafiá-los cada umd e vocês a pensar em um amigo ou pessoa próxima que tornou-se num “membro não localizado”. Encourage-o a retornar. Encoragem esses amigos a voltarem para o evangelho, de forma que possam ser membros da Igreja participativos.

RESPOSABILIDADE DOS PAIS

Sei que muitos de vocês não moram com seus pais. Muitos saíram de casa e vivem sozinhos ou em apartamentos com outros jovens adultos. Há alguns princípios que gostaria de compartilhar com vocês de forma que possam seguí-los na época mais crítica de suas vidas, não importando onde e com quem vivam.
Ainda que estejam morando sozinhos, seus pais e família continuam tendo a responsabilidade de seu cuidado e conselho espirituais. A responsabilidade dos pais não termina quando você sai de casa. Devem continuar a honrar seus pais, buscar seus conselhos, mantê-los informados sobre o que fazem e viver de acordo coms padrões do evangelho os quais vocês sabem que desejariam de vocês.
Em muitos casos, quando as chances permitem, deveria desejar continuar vivendo na casa de seus pais. Se já é assim, nós os encorajamos a participar na Ala que costuma ir. Aceitem um chamad onde possam servir os membros de sua ala. Muitos missionários retornados trazem consigo um espírito maravilhoso que pode ser compartilhado com a juventude do Sacerdócio Aarônico ou Moças na Escola Dominical, Primária e chamados da Sociedade de Socorro. Você torna-se um exemplo vivo para a juventude e outros membros de sua ala.
É preocupante ver missionários retornados ativos, entusiasmados esticando-se para todos os lados e assistindo as reuniões dominicais de muitas alas, quando seus serviços poderiam abençoar tão grandemente sua própria ala.
Se você vive numa estaca que possui uma ala para solteiros, e vocês escolher frequentar lá, então vá regularmente e faça um esforço significativo para abençoar os membros daquela ala por meio de seus serviços.
Se não tem chance de permanecer em casa por causa das necessidades educacionais e profissionais, então se estabeleça na ala ou ramo onde está morando.

SEJA CONHECIDO DO BISPO OU PRESIDENTE DE RAMO

Cada membro da Igreja deveria ser conhecido pelo Bispo ou Presidente de Ramo. Deve haver uma linha clara para alguém que possui as chaves do sacerdócio. Esta relação dará a você uma oportunidade de participar nas ordenanças do sacerdócio, ser entrevistado, receber recomendação para o templo quando apropriado, e receber chamados dentro da Igreja.
Uma de nossas grandes preocupações é que muitos dos nossos jovens adultos não se estabeleceramo numa única unidade de forma a conhecer o seu bispo e seu bispo saber quem são. Se você tem dois bispos, você não tem nenhum. Se sua ficha de membro não encontra-se na ala onde você frequenta, você está andando no caminho para tornar-se desconhecido. Se continuar pulando de um lado para o outro ao assistir as reuniões da Igreja e não colocar-se numa posição de aceitar um chamado para servir na Igreja, você pode vir a tornar-se rapidade um “perdido” para os líderes.
A liderança local e as auxiliares assistem os pais no fortalecimento das famílias. Vivendo em casa ou não, o sacerdócio e auxiliares têm a responsabilidade de ajudar seus pais a ajudá-los. Eles não podem fazer isso a menos que conheçam vocês e mantenham contato.
Se há alguém a quem o som da minha voz possa alcançar nesta noite, que não esteja estabelecido numa ala ou ramo e não é conhecido de seu bispo ou presidente de ramo, você aceitará meu desafio pessoal e individual de corrigir essa situação imediatamente? Melhore sua responsabilidade junto aos seus líderes do sacerdócio. Irmãs, encontrem e conheçam as irmãs da Sociedade de Socorro em sua área. Apóie esse início transitório a medida que sair das moças para a Sociedade de Socorro. Rapazes, sejam dignos de assumir as crescentes resposabilidades e entrar nos convênios adicionais e sagrados que vêm quando vocês passam do Sacerdócio Aarônico apra o Sacerdócio de Melquizedec. Estabeleçam-se no quórum de élderes local e sejam um participante ativo.

UM CHAMADO NA IGREJA

Ser privilegiado com um chamado na Igreja é umas das bênçãos mais maravilhosas que podem usufruir neste estágio da vida. Vocês têm tanto para dar. Seus talentos e abilidades são essenciais e necessárias para uma Igreja em crescimento. Vocês podem ajudar e fortalecer as alas e ramos onde vivem. Se são missionários retornados, levem a esses membros a animação e testemunho de sua missão de modo a sentirem e desejarem aquilo que vocês já conseguiram alcançar com tanto sucesso. Isso também é importante se não tiverem servido como missionários ainda.

PREPARE-SE HOJE PARA A VIDA DE AMANHÃ

A segunda mensagem que lhes trago hoje é sobre agarrar esta oportunidade de joven adulto, seja solteiro ou casado, e preparar-se para a vida.
Vocês estão num período de transição onde fazem escolhas e tomam decisões. Essas decisões os afetarão por toda a vida. Muitos já deixaram seus anos de meninice. Os adultos estão aqui. Agora é seu tempo de preparar-se para o futuro.
Tenho me reunido com muitas centenas e mesmo milhares de alunos em idade de faculdade. Isso inclui pessoas jovens solteiras ou casadas que estudam e estão começando a vida profissional. Eu posso honestamente dizer e poderia compartilhar-lhes muitos exemplos que confirmariam que o que decidem fazer com respeito a sua educação, profissão, preparação para casamento, e atividade na igreja neste momento de suas vidas basicamente traçará um padrão para seu futuro.
Nas escrituras, encotramos diversas declarações que podem ser úteis para vocês. Jesus Cristo disse:
“Mas buscai primeiro o reino de Deus, e sua justiça; e todas estas coisas vos serão acrescentadas” (Mateus 6:33).
Se pudessem de alguma forma colocar um guarda-chuvas protetor em suas decisões de forma a fazê-los colocar as coisas do Senhor em primeiro lugar, terão feito a decisão correta. É tão fácil optar pela decisão que parece atrativa naquele momento, mas que, no conjunto os leva para longe do Reino de Deus.
Nada mais na eternidade vale se vocês não se qualificarem hoje para retornar e viver com nosso Pai Celestial e Seu Filho, Jesus Cristo. Sempre tenham em mente as doutrinas essenciais do evangelho de buscar primeiro o reino de Deus.
Numa outra ocasião, o Salvador disse: “Quem achar a sua vida perde-la-á, e quem perder a sua vida por minha causa, achá-la-á” (Mateus 10:39).
Vocês compreendem essa escritura? Compreendem que perdendo sua vida no serviço aos outros os permite encontrar-se no reino de Deus? A alternativa – sendo um centralizador ou olhando para si mesmo e não participando na ajuda aos outros ou não se permitindo a estar no serviço de Deus – frequentemente cria a consequência de perder suas vidas numa concepção eterna. Ao fazer as decisões que afetarão seu futuro e os prepararão para uma vida ainda para ser vivida, sua atividade e associação na Igreja são mais importantes.

EDUCAÇÃO BOA E SEGURA

Ao prepararem-se hoje para a vida de amanhã, nós os encorajamos a possuir uma boa educação e adiquirir as abilidades necessárias a obter uma profissão de maneira próspera, criar uma família e ser um membro que contribui com a sociedade.
Custa dinheiro para ir a Universidade. Aprenda como poupar dinheiro e usar os fundos que lhes estão disponíveis, mesmo os de bolsas de estudo, contribuições da família ou inúmeras formas. Isso os ajudará a minimizar os débitos após completarem seus estudos.
Sejam estudiosos e prósperos em assegurar sua educação. Encham suas grades curriculares com cursos importantes e produtivos de forma a completar seus estudos objetivamente e não protelar com anos desnecessários e improdutivos de estudo quando poderiam, de outra forma, já ter completado seus estudos e estar amplamente profissionalizados.
Quando se está assegurando uma educação e casado, isso requerirá decisões ótimas entre marido e mulher de forma a sacrificar-se e cuidar de sua família numa maneira que as necessidades dela e de sua educação não sejam negligenciados.
Aqueles de vocês, solteiros ou casados, que não estão estudando atualmente mas trabalham, mesmo em meio período ou integralmente, trabalhem arduamente e desenvolvam um ética de trabalho. Sejam produtivos, magnifiquem sua abilidades profissionais. Sejam leais ao seu patrão. Busquem por oportunidades para crescimento e responsabilidades adicionais. Paguem seus dízimos e ofertas. Poupem um pouco do seu salário e adquira o hábito de economizar e confiar.

CONHEÇA O VERDADEIRO VALOR DO DINHEIRO

Um dos grandes desafios neste estágio de suas vidas e saber como tomar as decisões com respeito a maneira como gastam seu dinheiro.
Na parede de um banco no centro de Salt Lake encontra-se a seguinte citação do Presidente Brigham Young:
“Se desejas ser rico, poupa o que ganhas. Um tolo pode ganhar dinheiro, mas cabe aos sábios poupar e dispor dele para seu próprio benefício” (Discursos de Brigham Young, por John A. Widtsoe (1954), 292).
Pode haver a tendência de se adquirir muitos “brinquedinhos” e “coisinhas”. Em nossa sociedade atual há muitos produtos tentadores e interessantes à disposição. Eles trazem alegria e relaxamento. São intrigantes e parecem necessários.
O Salvador certa vez falou sobre essa situação:
“Não ajunteis terousos na terra, onde a traça e a ferrugem destroem e onde os ladrões arrombam e roubam.
Mas ajuntai terouros no céu, onde nem a traça nem a ferrugem destroem e onde os ladrões não arrombam nem roubam.
Pois onde estiver o vosso tesouro, aí estará também o vosso coração” (Mateus 6:19-21).
Tomem cuidado de não cercar-se tolamente de “brinquedos” físicos, temporais, os quais podem não ser necessários ou essenciais neste momento de suas vidas. Muitos de nosso jovens seguem tal trilha ao fazerem decisões tolas concernentes a esse assunto.
Aos casais jovens, não sintam-se forçados a dar imediatamente à sua família o que seus pais tinham quando vocês saiu de casa. Na maioria dos casos, levou aos seu pais décadas para adquirir uma mobília adorável e as conveniências de uma casa moderna, e não é simplesmente prático que vocês procurem tais coisas ao começarem seu novo lar.
Eu posso pessoalmente testificar que algumas das mais memórias mais doces minhas e de minha esposa aconteceram quando nossa recém-formada família morava num apartamento pequeno enquanto eu terminava a faculdade de direito. Tínhamos muito pouco de uma vida luxuosa. Por um ano nossa mesa da cozinha foi uma mesa de baralho usada. A cama fora um presente de um amigo. Com meus livros de direito na mão, eu ia numa lavanderia próxima para lavar fraldas toda noite. Isso aconteceu antes das fraldas descartáveis. Não tínhamos ainda uma lavadora ou secadora. Nós não pensávamos que éramos pobres porque tínhamos um ao outro e as bênçãos do envangelho. Essas bênçãos compensavam completamente as posses que não tínhamos ou necessitávamos naquele momento da vida.

EXEMPLOS DOS PIONEIROS

Em discursos desse gênero, eu estou sempre citando o exemplo de nosso pioneiros do passado. Eles tinham tão pouco. Sacrificaram tanto. Seus corações e mentes estavam verdadeiramente fixas nas decisões importantes da vida. Eles deixaram seus lares e famílias e foram ao oeste porque fora o que os profetas aconselharam. Eles levaram tão pouco com eles. Eles perderam tanto ao longo do caminho. Em muitos casos eles perderam a vida e membros da família em meio a tragédias, fome e privações.
Mas eles sabiam para onde estavam indo. Sabiam o que tinham que fazer para adquirir as abilidades e oportunidades necessárias para se estabelecerem finalmente. Ao lerem sobre estes pioneiros, muitos dos quais são nossos antepassados, deveriam ser profundamente gratos pelas decisões que tomaram.
Já lhes ocorreu que vocês são os pioneiros de seus filhos, netos e bisnetos ainda por nascer? Suas decisões hoje afetarão o que seus descendentes serão nas décadas por vir. Eles olharão para suas vidas e evocarão força e fé de suas decisões feitas hoje?

DISPONHA-SE A ACEITAR AS RESPONSABILIDADES DO CASAMENTO

A terceira mensagem que gostaria de discutir com vocês hoje, e ela está corrobora-se às outras duas anteriores, é sobre dispor-se a aceitar as responsabilidades do casamento.
Agora eu sei que deve haver alguns neste público de hoje que suspirarão e sacudirão a cabeça quando eu anunciar essa parte de meu discurso. Alguns podem dizer, “Lá vamos nós de novo. Todo mundo me dizendo para me casar”. Meu desejo não é o de tocar nesse assunto de forma a ofendê-los. No entanto, atentarei a ensinar-vos a doutrina da Igreja que se relaciona a esse importante princípio.
Os irmãos dos Doze têm uma preocupação profunda e sincera de que vocês adultos solteiros conheçam a doutrina da Igreja com respeito ao casamento. O que estou prestes a falar com vocês não são coisas ditas somente na BYU ou nas escolas da Igreja. São coisas que precisam ser ditas e compreendidas por toda a Igreja. Todos os adultos solteiros em todo lugar precisam conhecer e entender esses princípios e verdades.
A doutrina da Igreja com respeito à família eterna é muito clara. Permitam-me citar algo de Doutrina e Convênios:
“Portanto se um homem se casar com uma mulher no mundo e não se casar com ela por meu intermédio nem por minha palavra; e fizer convênio com ela enquanto estiver no mundo e ela com ele, seu convênio e casamento não terão valor quando morrerem e quando estiverem fora do mundo; portanto não estarão ligados por lei alguma quando estiverem fora do mundo.
Portanto quando estão fora do mundo não se casam nem são dados em casamento, mas são designados anjos no céu, anjos esses que são servos ministradores, para ministrar em favor daqueles que são dignos de um peso muito maior, imensurável e terno de glória” (D&C 132:15-16).
Numa linguagem bem simples e clara, o casamento para o tempo e eternidade é essencial para a exaltação. Agora, há muitos fatores quando a oportunidade não é concedida nesta vida, mas não gostaria de conversar sobre essas excessões nesta noite. Gostaria que focalizassem na importância e necessidade essenciais do casamento eterno, tal como ensinadonas doutrinas da Igreja.

DESAFIOS QUE POSSAM PROCRASTINAR O CASAMENTO

Com esta escritura em mente, permitam-me tentar e analizar, com sua paciência, o que poderiam ser alguns dos fatores que possam criar a tendência de procrastinar o casamento. Deixem-mre listar algumas idéias.
1. Para alguns, pode parecer haver pouca pressão e encorajamento para os missionários retornados casarem-se. Se essa for sua opinião, ela está baseada em doutrina falsa. Todos os missionáriso retornados devem ser encorajados a permanecer ativo na Igreja, assegurar sua educação, adquirir abilidades profissionais e caminhar em direção a busca de uma companheira eterna. Quando este último acontecer, poderão continuar seus estudos como um casal.
2. Alguns rapazes podem sentir-se temerosos com respeito a compromissos. Podem não sentir-se capazes de atender às expectativas das moças. A frase “Alto Custo de Manutenção” é frequentemente usada para descrever aqueles que parecer dar a impressão de que necessitam mais que o outro pode prover. Uma comunicação apropriada pode remover essa incerteza.
3. Egoísmo, cuidar-se sozinho, pode ser uma saída fácil. Um estilo de vida que enfatiza isso é contrária aos princípios do evangelho.
4. Uma orientação para a profissão pode pôr o casamento num patamar muito baixo. Casamento e educação andam de mãos dadas e resultam em casamentos bem sucedidos. Uma carreira ou profissão sem uma família, quando isso é possível, é uma enorme e triste tragédia.
5. Apego ao mundo. Não permitam que suas vidas sejam apenas uma existência divertida, emocionante ou egoísta. A vida é mais que um parque de diversão. Não seja fisgado à busca de posses. Aceite a responsabilidade.
6. Exemplos na família podem sugerir fracasso no casamento. Uma percepção negativa do casamento resultante da família, amigos ou mídia podem fazer alguém não casar-se. Alguns dizem, “Por que casar-me quando há tantos divórcios?” Isso mostra uma falta de confiança. A existência do divório não significa que não podem ser felizes e bem sucedidos no casamento. Não permitam que as ações de outros façam suas decisões. Alguns podem dizer, “Elder Tingey, tenho visto tantos fracassos e infelicidade no casamento.” Eu concordo. Cada fracasso é trágico. Todos são tristes. Vocêm devem determinar que o seu não será um fracasso.
7. A ênfase na educação pode ofuscar completamente a importância do casamento. Essa desculpa é comumente relacionada ao dinheiro, ou a falta dele. Tardar o casamento até o momento em que todos os estudos estiverem finalizados, dívidas pagas e o dinheiro seja suficiente para manter um estilo de vida não é sábio. Muito da vida a dois – trabalho, ajustes e aprendizado de virar-se com os desafios da vida – serão perdidos. Tardar a ter filhos, quando vocês podem, pode resultar em grande infelicidade.
8. A falta de recursos financeiros suficiente para sustentar uma família pode tentar alguns a adiar o casamento. Para alguns, a frustração de viver numa apartamento pequeno e simples e não dirigir um carro novo a cada três anos é aborrecedora. Baseados nisso, alguns desgostam da vida de casados. Pessoas com esse ponto de vista estão tentando fugir da realidade.
Estes e outros, muitos outros, motivos podem contribuir para a adiação do casamento. Não é minha intenção nem propósito neste discurso de hoje a noite responder a cada uma dessas objeções ao sua satisfação pessoal. Simplesmente declararei a doutrina da Igreja com respeito ao casamento e os encorajarei a ter fé suficiente de forma a mover-se rumo à mais importante decisão de sua vida.

MEDO

Se eu pudesse gravar uma palavra que melhor descrevesse todos os motivos de demora de casamentos que citei previamente e muitos outros, ela seria medo – medo do futuro, medo do fracasso.
Não é incomun sentir medo. O medo pode ser sobrepujado pela preparação. Pode ser sobrepujado pela fé.
Quando os Apóstolos do passado temeram que uma grande tempestade pudesse afundar seu barco, Cristo “despertando, repreendeu o vento, e disse ao mar: Cala-te, aquieta-te. Então o vento se aquietou, e houve grande bonança. Ele disse aos seus discípulos: Por que sois tão temerosos? Ainda não tendes fé?” (Marcos 4:39:40).
De todos os tópicos que tenho ouvido o Presidente Hinckley falar, e ele tem falado sobre muitos assuntos vitais e importantes através de sua vida, um princípio que parece estar incorporado em todos os seus discursos é o princípio da fé.
O Apóstolo Paulo ensinou: “Pois Deus não nos deu o espírito de temor; mas de força, de amor e de moderação” (2 Timóteo 1:7).
Como posso ajudá-los a substituir muitos de seus medos com relação ao casamento, com fé?

FALTA DE DINHEIRO

Dinheiro, ou a falta dele, pode ser um medo sobrepujante que possa tentar alguns a adiar o casamento. Lembrem-se da estória do homem rico que aproximou-se do Salvador e perguntou, “Bom Mestre, que bem farei para herdar a vida eterna?
Respondeu-lhe Jesus: Porque me perguntas a respeito do que é bom? Bom só há um. Se queres, porém, entrar na vida, guarda os mandamentos.
Perguntou-lhe ele: Quais? E Jesus respondeu: Não matarás, não cometerás adultério, não furtarás, não dirás falso testemunho, honra teu pai e a tua mãe, e amarás o teu próximo como a ti mesmo.
Disse-lhe o jovem: Tudo isso tenho guardado desde minha mocidade. Que me falta ainda?
Disse-lhe Jesus: Se queres ser perfeito, vai, vende tudo o que tens e dá-o aos pobres e terás um tesouro no céu. Então vem e segue-me.
O jovem, ouvindo estas palavras, retirou-se triste, porque possuia muitas propriedades” (Mateus 19:16-22).
Um dos maiores desafios e bênçãos é começar tendo pouco das posses físicas da vida, mas trabalhando rumo a realização de todos os seus sonhos e metas. Não há outro meio de fazer isso. Estejam dispostom a começar com um ambiente modesto e crescer como o casal bem sucedido que gostariam de ser. O medo de não ter dinheiro suficiente pode ser sobrepujado pela fé e obras.
Presidente Heber J. Grant certa vez ensinou, “Podemos afastar as bênçãos do Senhor ao apegar-se firmemente às coisas do mundo; podemos sacrificar riquezas eternas – dólares por míseros centavos, por assim dizer” (Em Brian H. Stuy, comp., Coletânea de Discursos dados por Wilford Woodruff, Seus Dois Conselheiros, os Doze Apóstolos e Outros, 5 Vol. (1987-92), 5:60).

SOBREPUJANDO O MEDO

Eu posso honestamente dizer que os de minha geração, e entre meus irmãos e amigos, quando a oportunidade de casar-se com a pessoa certa veio, os desafios – tanto econômicos quanto outros – dos estudos tonaram-se secundários diante da mais importante decisão de casar-se com a pessoa certa. Muitos de vocês, jovens adultos, já fizeram esta decisão e estão indo avante com isso em suas vidas, sem ter todas as conveniências, brinquedos e jogos que poderiam ter de outra forma. Mas vocês estão rumando num plano eterno e num padrão divino que cumpre com o destino eterno que esta Igreja oferece a todos os menbros.

RELACIONAMENTOS FAMILIARES

É minha experiência pessoal que os relacionamentos que perduram na vida são aqueles associados à família, mais que com os amigos. Quão rápido seus amigos mais próximos do segundo grau, sem os quais vocês não conseguiam viver por um instante, parecem desaparecer e perderem-se a medida que a vida passa. Naquele momento, eles foram muito importantes e necessários. Mas a maioria torna-se perdida em nossa sociedade movimentada.
Mesmo em Colégios e Universidades, vemos nossas amizades e companhias próximas tornarem-se menos frequentes ao avançarmos numa profissão permanente e começarmos a estabelecer nossas famílias.
O mais importante e duradouro de todos os relacionamentos, eu creio, está na família. A família é a extensão de seus pais e avós, irmãos e seus filhos ainda por nascer.

FAMÍLIA

Se houvesse uma maneira que eu pudesse levá-los, adultos solteiros, de seu estado atual e ajudá-los a imaginar como o futuro pode ser num casamento ideal, eu tentaria fazê-lo.
Alguns meses atrás, Irmã Tingey e eu, que agora temos 4 filhos e 21 netos, tivemos uma “Noite do Pijama para Netinhas”.
Numa determinada noite, precedida por um convite atraente enviado a cada netinha, tivemos 5 de nossas netas que vivem próximas de nossa casa. Elas têm entre 6 e 14 anos de idade. Elas são próximas dos amigos e primos.
Comemos uma comida maravilhosa preparada pela Irmã Tingey. Então, as netinhas fizeram algumas tarefas, mais uma vez preparadas pela Irmã Tingey. Depois do que jogamos seus jogos favoritos, e então apresentamos um pequeno show de talentos para o Vovô e a Vovó. No decurso do show de talentos, elas cantaram muitos hinos da Primária adaptados para avós. Vocês lembrarão destas canções:
“Eu fico tão contente quando chega meu avô,
Com suas brincadeiras, seu carinho e amor.
O seu olhar é tão amigo, alegre é sua voz.
É divertido quando chega meu avô.”
(Músicas para Crianças, 1993, Pg. 113).
Eles mudaram uma das frases da canção e divertiram-se muito fazendo isso. Ao invés de cantarem “O seu olhar é tão amigo” eles cantaram “Grisalho é o seu cabelo”. Isso eu não posso negar.
A segunda canção que cantaram foi:
“Quando chega em casa meu [avô], fico tão feliz.
Bato palmas a pular e corro lhe encontrar;
Abre os braços para mim, ergue-me do chão,
Aproveito e dou-lhe o quê? – Um bom beijão.”
(Música para Crianças, 1993, Pg. 110).
Ao cantarem a última canção, eu tinha cinco netinhas no meu colo, agarradas ao meu pescoço, batendo levemente na minhas bochechas e dando-me grandes beijos.
Isso é tudo o que mais importa. Isso é o evangelho. Isso se sobrepõe completamente a todas as possessões físicas e brinquedos e coisas que custam dinheiro. Isso é família. Isso é o evangelho.
Ao concluirmos a noite, assistimos a um vídeo juntos, oramos e dormimos. Pela manhã, nós saboreamos um desjejum juntos e tivemos mais diversão e brincadeiras, e então, eu as deixei em casa. Ao deixarmos nossa casa em direção a delas, elas disseram: “Vovó, Vovô, este é o melhor tempo que já tivemos juntos. Quando podemos fazer isso de novo?”
A menos que possam compreender o que o futuro reserva com respeito a esse tipo de relacionamento, será difícil para vocês tomarem decisões sábias e boas, os quais afetarão seu futuro. Família é tudo. Ela sobrepuja completamente todos os outros tipos de relacionamentos e decisões.

NEM TODOS CASARÃO

Agora eu sou realista ao saber que nem todos casarão nesta vida. O Plano do Senhor provê isso. A maravilhosa estória de Rute no Velho Testamento é uma doce, doce história de uma irmã que perdeu seu marido e que devotou sua vida à sogra, Naomi, ao invés de correr atrás de suas metas individuais. Rute estava solteira, mas permaneceu devota à família e a Deus. A resposta de Rute a sua sogra, quando esta a encorajou a cuidar de sua vida, é um testemunho fervoroso de como algumas irmãs e irmãos podem perseverar.
“Porém Rute respondeu: Não me instes para que te deixe, e me obrigues a não seguir-te. Aonde quer que forem irei, e onde uer que pousares, alí pousarei. O teu povo será meu povo, e o teu Deus será meu Deus” (Rute 1:16).
Como vocês devem lembrar, mais tarde Rute conheceu Boaz, e eles casaram-se e tornaram-se um elo na corrente dos ancestrais de Jesus Cristo.

CONCLUSÃO

Para concluir, após oração pessoal e jejum, compartilhei com vocês nesta noite muitos assuntos que são de grande preocupação para os líderes da Igreja. Eu falei de maneira clara. Acredito que não ofendi a ninguém. Falei com o conhecimento que vocês são a grande promessa e futuro da Igreja. Nós os amamos tanto. Nós os honramos tanto. Nós confiamos tanto em vocês.
Eu os encorajei a serem sempre ativos na Igreja. Não se percam. Se estabeleçam numa ala, disponham-se a servir num chamado, e compartilhem do crescimento da Igreja.
Honrem seus pais por buscar seus conselhos e por ser o tipo de pessoas que eles oram que sejam. Sejam responsáveis junto a um bispo. Participem das reuniões de seus quóruns do sacerdócio e Sociedade de Socorro. Apreciem as bênçãos de fazer convênios com o Pai Celestial continuamente.
Também os encorajei a prepararem-se hoje para a vida futura. Assegurem um educação de qualidade. Assegurem abilidades que os permitirão gozar uma boa profissão. Selecione as ocupações de sua vida e trabalhem duro.
Sejam cuidadosos ao ganhar e usar o dinheiro. Aprendam a poupar para o futuro. Cuidem para que não “ajunteis terousos na terra, onde a traça e a ferrugem destroem...” (Mateus 6:19). A verdadeira felicidade não vem da aquisição e posse de “brinquedos” e “coisinhas”.
Por fim, com a certeza da verdade e convicção pessoal, compartilhei com vocês a doutrina da Igreja relacionada à disposição para aceitar as responsabilidades do casamento. Eu não os mandei casar-se. Eu simplesmente os encorajei a dispor-se a aceitar as responsabilidades do casamento quando a oportunidade vier em suas vidas.
Falei brevemente sobre a doutrina da Igreja e os muitos desafios que causam a procrastinação dos casamentos.
Ponderem essas idéias em suas mentes. Ore com respeito a elas. Saibam que o Pai Celestial os abençoará e substituirá seu medo por fé se clamarem a Ele.
A família é o coração e a alma do nosso evangelho. Através dela, progredimos às eternidades. Quaisquer que sejam os desafios que surjam em nossas vidas, todos são necessários e importantes e levam a família ao casamento eterno. Humildemente compartilho minha certeza e testemunho que ser selado para o tempo e eternidade num templo do Senhor e viver fervorosamente desde então, traz a maior das alegrias e regozijo, os quais são a promessa do evangelho de Jesus Cristo. Presto meu testemunho e certeza a vocês, no nome de Jesus Cristo. Amém.

segunda-feira, 6 de julho de 2009

Missionários mórmons usam sua experiência para vender de porta em porta

Por Kirk JohnsonEm Oak Brook (Illinois)
Seis dias por semana, faça chuva ou faça sol, duas dúzias de vendedores de porta em porta que moram juntos num conjunto de apartamentos a oeste de Chicago, lotam seus carros e SUVs (abreviação para "sport utility vehicle" ou carro utilitário esportivo) e dirigem-se para a cidade grande, com o objetivo de vender sistemas de segurança para casas.E nos domingos, seu dia de folga, eles vão juntos para o local de culto mais próximo da Igreja de Jesus Cristo dos Santos dos Últimos Dias.

Andrew Grose, esquerda, e Cameron Treu começam seu dia como vendedores de sistema de segurança para casas de porta em porta

Brandon Rogers e seu companheiro de quarto Matt Romero trabalham juntos na Pinnacle SecurityOs vendedores são na maioria ex-missionários mórmons de Utah que estrearam em seu emprego - e adquiriram sua capacidade de lidar com o público - ao recrutar pessoas para sua religião. Em Chicago e no subúrbio para onde foram enviados por seu empregador, a Pinnacle Security de Orem, Utah, eles fazem praticamente a mesma coisa, mas para ganhar dinheiro."É o trabalho missionário transformado em negócio", disse Cameron Treu, 30, que serviu à missão no Chile e foi recrutado para a venda de porta em porta por outro ex-missionário.Os gerentes da Pinnacle Security, fundada em 2001 por um aluno da Universidade Brigham Young, que pertence à igreja Mórmon, dizem que os missionários simplesmente têm o jeito certo. Muitos falam línguas estrangeiras que aprenderam em suas missões. Todos já estão calejados de lidar com respostas negativas que os missionários armados com o Livro dos Mórmons e um sorriso podem receber.Os homens mórmons devem servir como missionários durante dois anos no começo dos seus vinte anos de idade, e cerca de dois terços dos 1.800 representantes de vendas da Pinnacle Security nesse verão já passaram pela experiência. Ex-missionários também trabalham para outras companhias de vendas diretas, mas a Pinnacle parece ser única: ela os enviou para 75 cidades em todo o país."Eles estão acostumados a bater de porta em porta, e estão acostumados com a rejeição", diz Scott Warner, gerente da equipe de vendas da Pinnacle em Chicago.Warner diz que o interesse nos produtos de segurança aumentou este ano - um indicador da recessão, diz ele - uma vez que as pessoas reagem por medo (se não por uma realidade estatística) em relação ao aumento do crime. Mas o número de consumidores em potencial que não podem dar cheques de crédito também aumentou, com mais famílias incapazes de pagar por US$ 40 ou mais por mês que a Pinnacle cobra para monitorar um sistema de alarme. A companhia também cobra uma taxa de instalação de US$ 99, mas nada pelo equipamento de alarme propriamente dito.Enquanto milhares de empregos foram cortados no ano passado, pelo menos 100 mil americanos entraram para o que se chama de vendas diretas. Com itens como cosméticos e produtos para a pele (Mark Kay, Avon) e produtos para o lar (facas Cutco, Fuller Brush), mais de 15,1 milhões de pessoas agora estão vendendo alguma coisa, ou tentando vender, em algum lugar longe das lojas.E os especialistas dizem que tem havido um aumento na retenção dos empregos, num setor que normalmente tem muita rotatividade. (A rotina diária tem uma média de 50 a 100 batidas em portas por dia, com apenas uma ou duas vendas concluídas.) No escritório de Oak Brook da Pinnacle Security, por exemplo, apenas 15% dos representantes de vendas desistiram e voltaram para casa, ou não trabalharam de acordo com as expectativas, depois do primeiro mês da temporada de vendas, que começou no início de maio - cerca de metade da taxa normal de desistência."As companhias de vendas ao consumidor e varejistas estão tentando sair da confusão, e é muito mais fácil recrutar talentos nesse mercado", disse Thomas Lutz, sócio do Boston Consulting Group, que presta consultoria de marketing e crescimento para companhias.Todavia, os negócios são apenas uma parte da química. Numa economia de mercado livre, cada venda ou compra é em certa medida um ato de conversão, uma questão de superar objeções ou hesitação e receber um "sim". A tomada de decisão e a confiança nunca são determinados pela lógica pura.Matt Romero, estudante universitário de 24 anos de Draper, Utah, ao sul de Salt Lake City, admitiu que em seu coração ele continua sendo em parte um missionário.Romero é fluente em espanhol por causa de sua missão ao Peru, é eloquente e quase sempre muito educado em inglês, enquanto circula sobretudo pelos bairros negros da zona sul de Chicago. Ele fez US$ 13 mil no verão passado, vendendo 60 sistemas de segurança para a Pinnacle, e espera vender 150 sistemas esse ano, o que renderia grandes bônus de incentivo que poderiam aumentar seu pagamento para US$ 75 mil ou mais.Mas ele disse que também está pronto para dar a Deus as coisas que a Ele pertencem.Seu pensamento sobre o assunto mudou numa tarde no começo de maio. Uma mulher abriu a porta e queria falar sobre religião.

Brandon Rogers, funcionário da Pinnacle, caminha de porta em porta todos os dias para vender sistemas de segurança para casas

Cameron Treu, à direita, ex-missionário no Chile, ao lado de colega de trabalho da Pinnacle Security planeja rota para as vendas do dia porta a porta"Ela perguntou se eu acreditava em Cristo e se eu sabia quem era meu salvador e eu respondi: 'Sim, senhora". Nós conversamos e ela me disse: 'Ninguém que venha à minha casa sai sem ouvir a palavra de Deus'. Eu respondi: 'É uma ótima política, minha senhora'", disse Romero numa tarde recente de trabalho."Desde então, venho carregando esses cartõezinhos", disse ele, levantando uma pilha de brochuras da Pinnacle para revelar uma pilha menor de "cartões passe para o próximo", com informações e perguntas frequentes sobre a Igreja Mórmon.Especialistas em marketing dizem que as técnicas de vendas em geral se tornaram mais sofisticadas desde a época de Willy Loman, com a melhoria do treinamento, aconselhamento e recrutamento em muitas companhias. Mas os vendedores da Pinnacle também utilizam técnicas aprendidas no campo missionário, como "mímica e espelho", uma técnica de se adaptar e imitar a postura da pessoa com a qual se está falando, para induzir a confiança - se os braços dela estão cruzados, você também cruza os seus; se ela inclina a cabeça ao fazer uma pergunta, você faz o mesmo."Antes da minha missão, eu batia de porta em porta e tinha algum sucesso", diz Matt Biesinger, 23, que trabalhou durante um verão para a Pinnacle antes de ir para o Paraguai como missionário. "Na missão, aprendi como falar com as pessoas."Exercícios de encenação conduzidos em muitas manhãs reforçam essas lições. Olhe para os olhos de um possível comprador, dizem os treinadores, mas não fixe o olhar para que não pareça confrontador. Quando a porta abrir, posicione-se em ângulo em relação a ela para evitar que o corpo transmita qualquer mensagem de ameaça. E nunca diminua a si mesmo usando a palavra "só", como em "Estava só passando pela vizinhança".Às vezes, entretanto, chove, e quando isso acontece, o tratamento da Pinnacle em relação a seus representantes de vendas, principalmente aos novos e inexperientes como Brandon Rogers, é duro.Com medo de que eles se escondam em seus carros, os calouros são deixados a pé, sem abrigo ou acesso a banheiro a menos que consigam entrar numa casa para fazer sua demonstração de vendas. Rogers, que tem 21 anos, tinha apenas três barras de cereais e nada de guarda-chuva para acompanhá-lo durante um dia longo e chuvoso.
Ao escurecer, quando vieram pegá-lo, ele havia feito uma venda.

terça-feira, 30 de junho de 2009

Caros missionarios Retornados participem do ensaio do coral que esta sendo realizado após a reunião Sacramental.

O Ex-Missionário


Élder L. Tom Perry Do Quórum dos Doze Apóstolos

"O que precisamos é de um exército de ex-missionários dignos, realistados para servir."
Nesta tarde, quero falar a um grupo específico. Nos últimos anos, milhares de vocês voltaram de uma missão de tempo integral. Cada um respondeu ao mesmo chamado que o Salvador fez a Seus discípulos:
"Portanto ide, fazei discípulos de todas as nações, batizando-os em nome do Pai, e do Filho, e do Espírito Santo;
Ensinando-os a guardar todas as coisas que eu vos tenho mandado; e eis que eu estou convosco todos os dias, até a consumação dos séculos." (Mateus 28:19–20)
Vocês tiveram o privilégio de ir a muitas partes do mundo para levar a mensagem do Salvador — um convite para nos achegar a Ele e desfrutar das bênçãos do evangelho. Foram privilegiados por morarem em países diferentes e aprenderem outros idiomas. Foi também a época de edificarem seu testemunho pessoal do ministério de Jesus Cristo.
Tive a honra de visitar ex-missionários ao longo dos anos — muitos dos quais tinham grande desejo de rever as pessoas a quem tiveram o privilégio de servir. Vocês têm um grande desejo de compartilhar as experiências que tiveram no campo missionário. Em seu convite de casamento e em seus currículos de empregos vocês inserem uma linha que os identifica como ex-missionários. Embora não usem mais uma plaqueta de missionário, vocês ficam ansiosos para contar que serviram ao Senhor como missionários. Além disso, vocês têm boas recordações porque descobriram a alegria de servir na causa do evangelho.
Soube também, pelas várias conversas que tive com vocês, que a adaptação após saírem do campo missionário e o retorno ao mundo que haviam deixado para trás é às vezes complicado. Talvez tenha sido difícil para muitos de vocês manter vivo o espírito do trabalho missionário por não estarem mais servindo como missionários de tempo integral d'A Igreja de Jesus Cristo dos Santos dos Últimos Dias.
Gostaria de dar-lhes algumas sugestões.
Uma das lembranças mais significativas que tenho como missionário é a de como me aproximei do Senhor pela prática constante da oração. Na minha época, a Casa da Missão situava-se na State Street em Salt Lake City. Ficava numa casa grande que se transformara num centro de treinamento missionário. Havia dormitórios amplos com talvez dez camas. Chegamos num domingo à noite.
A semana anterior à minha chegada ao campo missionário foi bastante agitada. Houve muitas festas e despedidas. Creio que não descansei nem me preparei o suficiente para o treinamento que iria receber na Casa da Missão. No fim da noite do nosso primeiro dia na casa da missão, eu estava exausto. Enquanto esperava os outros missionários se prepararem para dormir, deitei-me na cama e caí no sono. Meu sono, contudo, foi interrompido pela sensação de estar rodeado por pessoas. Quando comecei a acordar, ouvi as palavras de uma oração. Abri um olho e, para minha surpresa, vi todos os élderes do meu dormitório ajoelhados em volta da minha cama, encerrando o dia com uma oração. Fechei rapidamente o olho e agi como se estivesse dormindo. Fiquei muito sem graça de me levantar e juntar-me a eles. Embora como missionário minha primeira experiência acerca da oração tivesse sido embaraçosa, esse foi o início de dois anos maravilhosos de orações constantes, pedindo a orientação do Senhor.
Durante minha missão, eu orava com meu companheiro todas as manhãs para começar o dia. O processo repetia-se todas as noites antes de dormirmos. Orávamos antes de estudar, antes de sair do apartamento para fazer proselitismo e, claro, orávamos quando precisávamos de uma orientação especial no trabalho missionário. A freqüência de nossas súplicas ao Pai Celestial deu-nos força e coragem para prosseguir no trabalho para o qual havíamos sido chamados. As respostas surgiam, às vezes de maneira extraordinariamente direta e positiva. Quanto mais orávamos ao Senhor pedindo orientação maior parecia a influência do Espírito.
Quando olho para trás e vejo minha vida após a missão, sei que houve períodos em que fui capaz de manter a mesma proximidade que tinha com o Senhor no campo missionário. Houve também períodos em que as atividades do mundo me pareciam ser mais importantes, e minhas orações eram menos freqüentes e menos fervorosas.
Não seria essa uma boa oportunidade de fazer uma pequena auto-avaliação para determinar se ainda temos com o Pai Celestial a mesma relação de que desfrutávamos no campo missionário? Se o mundo nos desviou da oração, então perdemos um grande poder espiritual. Talvez seja hora de reascender o espírito missionário por meio de orações mais significativas, mais freqüentes e fervorosas.
A outra boa recordação que tenho como missionário é a de estudar diariamente as escrituras. O compromisso de seguir um plano de estudo para aprender o evangelho foi uma experiência maravilhosa e gratificante. O conhecimento dos ensinamentos das escrituras revelava-se de maneira gloriosa por meio do estudo individual. Como missionário, lembro-me de ficar maravilhado com a maneira pela qual o Senhor preparara todo um plano para que Seus filhos viessem à Terra; como, em todas as dispensações, Ele inspirara a mente de Seus profetas para que registrassem Seus procedimentos para com os homens. Suas palavras eram sempre positivas e diretas, revelando as bênçãos de cumprirmos Sua lei e procedermos à Sua maneira.
Tirávamos também uma hora ou mais, todos os dias, para estudar as escrituras juntos. O fato de dois pares de olhos examinarem a doutrina do reino parecia multiplicar nosso entendimento. Nós líamos juntos, depois trocávamos idéias.
Nosso entendimento foi ampliado por praticarmos diariamente o estudo indidivual e em dupla. Isso nos aproximou como companheiros e aumentamos nossa compreensão das doutrinas do reino.
Quando saímos do campo missionário, não temos mais companheiros para nos ajudar a disciplinar nossos hábitos de estudo, mas isso não significa que a prática deva ser interrompida. Ao voltarmos para casa, como seria maravilhoso manter, com a família, um estudo diário das escrituras. Se não estivermos morando com a família, não poderemos convidar nossos colegas de quarto ou amigos para estudar conosco? A prática de estudar regularmente nos ajudará a manter claras as doutrinas do reino em nossa mente e nos protegerá da persistente intrusão de preocupações mundanas. Claro que, quando casamos, temos companheiros eternos com quem podemos estudar e compartilhar os ensinamentos do evangelho. As escrituras estão sempre à nossa disposição para aprofundar nossa compreensão do propósito da vida e do que precisamos fazer para tornar a vida mais completa e gratificante. Por favor, mantenham viva a prática do estudo regular das escrituras tanto individual como em conjunto.
Vocês se lembram da alegria de ensinar o evangelho a alguém que nunca na vida teve acesso a esses ensinamentos, a emoção de ensinar a lei do Senhor e as bênçãos que recebemos por segui-Lo? Conseguiriam esquecer a alegria de seu primeiro batismo no campo missionário?
Na minha época, as capelas não tinham pias batismais. Meu primeiro batismo foi realizado no rio Scioto, no Estado de Ohio. Era um dia frio de outono, e a água parecia mais fria do que o ar. Lembro-me do choque de entrar naquela água gelada, enquanto encorajava nosso pesquisador a seguir-me. A temperatura fria da água e do ar, contudo, deixou de ser um incômodo quando comecei a realizar a ordenança. A visão do rosto radiante da pessoa que saiu das águas do batismo é uma imagem que jamais esquecerei.
As oportunidades de ensinar o evangelho e batizar não são exclusivas àqueles que usam uma plaqueta de missionário de tempo integral. Fico pensando por que permitimos que o desejo de trabalhar na obra missionária diminua quando voltamos para nossas atividades diárias.
Nunca houve um tempo na história da humanidade na qual estivéssemos mais bem preparados para ensinar o evangelho aos filhos do Pai Celestial aqui na Terra do que agora. E parece que eles precisam mais disso do que nunca. Vemos que a fé das pessoas está deteriorando-se. Há um amor cada vez maior pelas coisas do mundo e uma escassez de valores morais que causarão sofrimento e desespero cada vez maiores. O que precisamos é de um exército de ex-missionários dignos, realistados para servir. Embora não usem a plaqueta de missionário de tempo integral, podem ter a mesma resolução e determinação de levar a luz do evangelho ao mundo que luta para encontrar seu caminho.
Peço aos ex-missionários que se dediquem novamente, que cultivem outra vez o espírito da obra missionária e o desejo de servir. Peço-lhes que se pareçam com missionários do Pai Celestial, que sirvam e ajam como eles. Oro para que vocês renovem sua determinação de proclamar o evangelho para que estejam mais envolvidos nessa grande obra na qual o Senhor nos chamou para trabalhar. Quero prometer-lhes que há grandes bênçãos reservadas a vocês se continuarem com o zelo que possuíam como missionários de tempo integral.
Alguns anos atrás, recebi um telefonema de meu filho, Lee. Ele me disse que o meu primeiro companheiro, na missão, estava hospedado na casa de um vizinho e que gostaria de me ver. Eu e Lee fomos visitar meu primeiro companheiro na casa de sua filha onde ele estava hospedado. Foi uma experiência muito boa estar com ele após tantos anos. Quando éramos missionários, tivemos a oportunidade de iniciar o trabalho missionário em uma cidade de Ohio. Por causa dessa designação, trabalhamos juntos durante dez meses. Foi ele quem me treinou e também foi meu primeiro companheiro. Ele veio de uma família que lhe ensinara a importância de trabalhar arduamente. Para mim era difícil acompanhá-lo, mas servindo juntos fomos aproximando-nos como companheiros.
Nosso companheirismo não terminou depois de dez meses de designação. Começara a Segunda Guerra Mundial e, quando voltei para casa, tive bem pouco tempo para adaptar-me à vida normal antes de entrar para o serviço militar. No meu primeiro domingo no campo de treinamento militar, fui a uma reunião de membros da Igreja onde vi uma pessoa de costas que me pareceu bastante familiar. Era meu primeiro companheiro. Passamos juntos a maior parte dos dois anos e meio que se seguiram. Embora as circunstâncias fossem muito diferentes para nós no exército, tentamos continuar a agir como na época de nossa missão. Sempre que possível, orávamos juntos. Quando a situação permitia, estudávamos juntos as escrituras. Lembro-me de muitas sessões de estudo em conjunto à luz de uma lanterna em minha barraca toda furada de balas. Várias vezes, nosso estudo foi interrompido pelo som de uma sirene de bombardeio. Desligávamos então rapidamente a lanterna, nos ajoelhávamos e encerrávamos nosso estudo com uma oração.
Nós dois fomos designados líderes de grupo e tivemos novamente a oportunidade de ensinar juntos o glorioso evangelho de nosso Senhor e Salvador. Tivemos mais sucesso no exército do que quando éramos missionários de tempo integral. Por quê? Porque como ex-missionários tínhamos mais experiência.
Essa visita ao meu primeiro companheiro foi a última oportunidade que tive de vê-lo. Ele estava com uma doença incurável e morreu alguns meses depois. Foi uma experiência maravilhosa reviver juntos a nossa missão e, depois, conversar sobre nossa vida após o serviço missionário. Conversamos a respeito do nosso trabalho no bispado, no sumo conselho, em presidências de estaca e, claro, falamos com muito orgulho de nossos filhos e netos. Quando sentamos para conversar e sentimos a emoção de estarmos juntos novamente, não pude deixar de lembrar do relato que se encontra no capítulo 17 do Livro de Alma:
"E então aconteceu que quando Alma viajava da terra de Gideão para o sul, em direção à terra de Mânti, eis que, para seu assombro, encontrou os filhos de Mosias, que se dirigiam à terra de Zaraenla.
Ora, esses filhos de Mosias estavam com Alma na ocasião em que o anjo lhe apareceu pela primeira vez; portanto Alma se regozijou muito por haver encontrado seus irmãos; e o que o alegrou ainda mais foi que eles ainda eram seus irmãos no Senhor; sim, e haviam-se fortalecido no conhecimento da verdade; porque eram homens de grande entendimento e haviam examinado diligentemente as escrituras para conhecerem a palavra de Deus.
Isto, porém, não é tudo; haviam-se devotado a muita oração e jejum; por isso tinham o espírito de profecia e o espírito de revelação; e quando ensinavam, faziam-no com poder e autoridade de Deus." (Alma 17:1–3)
Gostaria que todos vocês tivessem uma experiência semelhante a que eu tive com meu primeiro companheiro de missão; que vocês pudessem parar e refletir numa época em que serviram e doaram diligentemente seu tempo e talentos para a edificação do reino do Pai Celestial na Terra. Se vocês tentarem colocar isso em prática, prometo que essa será uma das experiências mais emocionantes de sua vida. Vocês são um grande exército de ex-missionários. Prossigam com novo zelo e determinação e, por meio de seu exemplo, façam brilhar a luz do evangelho neste mundo atribulado. Esse é o trabalho do Senhor no qual estamos engajados. Deus vive. Jesus é o Cristo. Pertencemos à Sua Igreja. Esse é o testemunho que presto a vocês em nome de Jesus Cristo. Amém.

Nossa lei é trabalhar.

Hei, o P-DAY pós missão acabou. Os Missionários Retornados da ala São Caetano resolveu erguer as mangas e voltar ao trabalho, pois somos honrados e experientes. Somos guerreiros e desejamos a obra fazer.